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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Desenvolvimento de soluções móveis corporativas

O conceito de Cloud Computing, que teremos oportunidade de explorar em outros artigos, trouxe aos dispositivos móveis uma forte demanda por soluções de negócios.
Não estou me referindo aos já consagrados aplicativos de e-mail, GPS, SMS e nem às antigas soluções off-line de captação de pedidos. A demanda agora é por soluções de negócios inseridas em processos de negócios essenciais da corporação e em tempo real.
A popularidade e o ganho de escala de dispositivos móveis baseados em Windows Mobile, iOS , RIM e Android dão a esse seguimento um caminho sem volta pois os chamados smartphones viraram poderosos computadores nas mãos dos profissionais que agora querem usá-los além do e-mail.
A entrada no mundo da mobilidade corporativa traz grandes desafios que merecem estudo, planejamento e escolha adequada das tecnologias e arquiteturas a serem utilizadas.
Ao construir e implantar uma aplicação móvel corporativa, é importante lembrar que em muitos aspectos, os desafios são idênticos àqueles que já existem para as empresas e vendedores de software que buscam oferecer soluções em Cloud Computing (Computação na Nuvem).
As duas opções de desenvolvimento são:
  1. Soluções baseadas em Mobile-Browser (WEB-Estática) ou
  2. Soluções Rich Internet Applications (RIA).
Do ponto de vista do usuário

A opção Mobile-Browser traz como desvantagem a limitação de recursos, a baixa funcionalidade na interface o que fatalmente gerará um maior esforço do usuário para completar suas operações.
A opção RIA (Rich Internet Application), por sua vez é sem dúvida a escolha do usuário, pois  traz maior conforto e produtividade, pois como o próprio nome diz traz uma interface rica através da internet, diferente da solução WEB Estática, baseadas em telas de browser com formulários e botões de “Submit”.

Do ponto de vista do desenvolvedor

A opção Mobile-Browser traz uma grande vantagem para o desenvolvdor que é a compatibilidade entre os Sistemas Operacionais (SOs) lideres citados anteriormente. Um único desenvolvimento com pequenos ajustes podem ser suficientes para estar apto em todos os principais SOs. Portanto é uma opção natural dos desenvolvedores, que buscam agregar menores custos ao desenvolvimento.
Para uma solução RIA, a preferida dos usuários, temos uma série de novos desafios nascidos do fato de que dispositivos móveis demandam aplicações de software compactas que operam com baixo tamanho de banda. Isto coloca mais demandas aos desenvolvedores para produzir aplicações que sejam simples, leves e ainda funcionais o suficiente para os trabalhadores completarem suas tarefas essenciais de negócios sem ter que recorrer ao seu desktop ou notebook.

O Escopo da Solução

As aplicações móveis corporativas não devem ter o escopo de substituir totalmente os pesados sistemas atuais (back-office). Aplicações corporativas de back-office custam milhões para se desenvolver, são de longe mais poderosas e as empresas gastam muito para treinar a equipe para usar estas aplicações. Se uma tarefa não é crítica no tempo, não é escopo de uma solução móvel.
Aplicações móveis deveriam, portanto, ser consideradas como ferramentas para habilitar as equipes a completar tarefas, eliminar retrabalhos e dar agilidade aos processos. E a escolha das etapas a serem transferidas para o dispositivo móvel deve ser criteriosamente avaliada e varia de empresa para empresa.
Isso aumenta, em muito, o desafio de softwares houses e produtores de ERP que precisam pensar em soluções genéricas. Entendo que o primeiro movimento será de soluções especificas. Produtores de ERPs devem pensar em  disponibilizar um kit de desenvolvimento/customização para sua rede de canais e/ou para seus clientes. Atacar esse seguimento com soluções genéricas podem ser estratégia frustada, do ponto de vista comercial e da baixxa satisfação do cliente, devido a baixa a aderência.
Aderência no mundo desktop já é um grande problema, para soluções móveis esse problema se amplia e muito.
Além disso, as aplicações móveis precisam ser tão simples quanto possível. Usuários corporativos em movimento não terão a paciência ou a concentração para trabalhar através de diversas telas e comandos para conseguir fazer um trabalho. Eles irão simplesmente deixá-lo até que estejam em casa ou voltem para o escritório.
Uma maior produtividade nos negócios só é obtida com uma estratégia móvel inteligente que leva em conta a psicologia e as práticas do trabalho móvel.

Simplifique o Desenvolvimento

Aplicações Móveis funcionando através de Mobile-Browser ou a tecnologia Rich Internet Application (RIA) envolvem duas camadas claras – uma camada Client (cuidando da apresentação, lógica de interação e algumas lógicas de negócios), e uma camada Server (cuidando da maior parte das regras de negócios, dados e integração backend). Adicionalmente, há também uma camada Session (a camada de integração entre o Client e o Server que requer habilidades de programação do sistema).
O esforço de desenvolvimento de uma aplicação móvel típica requer a junção e o gerenciamento de um número de diferentes equipes para trabalhar nos diferentes lados da aplicação. Quando o desenvolvimento envolve a junção e coordenação de equipes separadas de programadores e linguagens de programação separadas, há simplesmente uma menor chance do resultado final ser entregue de forma rentável e rápida – sem mencionar o fato de que se torna mais desafiante entregar uma aplicação que atenda totalmente os padrões e as expectativas da empresa.

Autor: Rodney Antonio Repullo

domingo, 14 de novembro de 2010

IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS ERP EM PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

A utilização de softwares ERP (Enterprise Resource Planning) ou Gestão Empresarial por pequenas e médias empresas pode ser considerada já uma decisão estratégica para alavancar os negócios, mas também pode ser um tiro no escuro, seguindo o modismo atual do meio empresarial. Este artigo pretende lançar um pouco de luz sobre o tema, discorrendo sobre o que é um ERP e quais as exigências técnicas para colocá-lo em operação na empresa. Assim será possível avaliar as reais possibilidades de utilização por uma empresa de médio ou pequeno porte.

 

INTRODUÇÃO

Os pacotes de software ERP se difundiram entre as grandes corporações, pois aproveitam os recursos disponibilizados pelas mais modernas tecnologias como hardware para servidores dedicados, sistemas gerenciadores de bancos de dados, redes de alta velocidade entre outros. Aliado a isto, existe toda uma estrutura organizacional que pode dar respaldo às dúvidas operacionais do dia-a-dia, como para que conta contábil deva ser direcionada um lançamento de uma compra.
Nos últimos anos as pequenas e médias empresas passaram a ter acesso às mesmas tecnologias usadas pelas grandes empresas, devido ao barateamento do custo de aquisição de hardware e software, tornando viável a utilização de um sistema ERP. Porém, estas empresas direcionam seus investimentos para a atividade-fim, terceirizando as atividades como contabilidade, recursos humanos e departamento fiscal. Assim a estrutura organizacional destas empresas não tem condição de oferecer um apoio técnico suficiente para as dúvidas que surgem diariamente.
Um ERP exige de seus usuários um conhecimento mais detalhado das operações envolvidas, e numa pequena ou média empresa o usuário nem sempre tem o conhecimento técnico suficiente para compreender as exigências de parametrização. Ele dependerá da consultoria do sistema ou da contabilidade terceirizada para resolver a questão.
O objetivo deste trabalho é realizar um estudo de caso com o ERP SISGEM para avaliar o nível de atendimento dos processos existentes dentro das pequenas e médias empresas onde ele foi implantado. Isso permitirá o levantamento das informações sobre quais pontos do sistema precisam sofrer modificações ou melhorias para que o atendimento dos processos seja mais efetivo.

USO DA TECNOLOGIA

Uma das características da tecnologia é que ela é totalmente desprovida da capacidade de produzir algo por si só. É notória a existência de exemplos de instituições que realizaram altos investimentos em tecnologia, mas não obtiveram os resultados desejados (BUENO; PIMENTA III; LICASTRO, 2000). A tecnologia usada sem inteligência não só produz resultados enganosos, como também trás perda de tempo e de recursos (JESUS; OLIVEIRA, 2007), porém, a capacidade de aproveitar os recursos oferecidos pelas modernas tecnologias é crucial para a sobrevivência e sustentação no mercado, pois as organizações passam a possuir vantagens competitivas sobre seus concorrentes (ALVARENGA, 2003).

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E ERP

A tecnologia da informação ocupa um papel-chave nas empresas, pois vem sofrendo um desenvolvimento rápido para suprir informações no mais curto espaço de tempo, visto que, conforme Alvarenga (2003), a globalização e a automação dos processos produtivos também fazem parte do cenário mundial dos negócios, nos quais os concorrentes diretos também estão inseridos.
Com a necessidade de agilidade, eficiência, flexibilidade e administração dos processos empresariais, o ERP (Enterprise Resource Planning) surgiu no cenário empresarial para suprir as necessidades quanto à gestão dos negócios, valendo-se das atividades executadas por um software multi-modular desenvolvido para atuar nas diversas áreas dentro de uma empresa, permitindo uma integração de todos os processos, conforme afirmam Jesus; Oliveira (2007) e Bueno; Pimenta III; Licastro (2000). Um ERP normalmente utiliza ou está integrado a uma base de dados relacional, pois deve garantir segurança, integridade, unicidade, disponibilidade, velocidade e centralização dos dados (GUSKUMA, 1999). Dentre os módulos que um ERP deve disponibilizar destacam-se: Contabilidade, Financeiro, Estoque e Almoxarifado, Faturamento, Recursos e Talentos Humanos, Marketing, Produção Industrial (BUENO; PIMENTA III; LICASTRO, 2000).
O ERP é uma evolução do MRP (Material Requirements Planning) e do MRP II (Manufaturing Resource Planning), técnicas desenvolvidas desde a década de 1970 para automatizar os controles de suprimentos de materiais e da produção industrial. A partir das melhorias significativas que o MRP e MRP II causaram nos processos produtivos, surgiu a idéia de se fazer o mesmo em relação a outras áreas da empresa. Nesse sentido Alvarenga (2003), Bueno; Pimenta III; Licastro (2000), Guskuma (1999), e Jesus; Oliveira (2007) são unânimes em no que se refere a essas considerações.
Para implantar um sistema ERP, a necessidade de uma análise dos processos da empresa é imprescindível, além do treinamento dos colaboradores, investimentos em TI (equipamentos) e reengenharia nos métodos de trabalho (BUENO; PIMENTA III; LICASTRO, 2000).

DEFINIÇÃO DE ERP

ERP é uma arquitetura de software que tem por finalidade facilitar o fluxo de informações entre todos os setores de uma empresa, apresentando um sistema amplo de soluções e informações, utilizando para tal um banco de dados único, operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações integradas, consolidando todas as operações do negócio em um simples ambiente computacional acessível a todos os usuários, de acordo com os autores Alvarenga (2003), Bueno; Pimenta III; Licastro (2000) e Guskuma (1999).
Um sistema ERP deve garantir que a entrada da informação seja efetuada uma única vez, e que esta informação fique disponível a qualquer tempo para qualquer módulo que dela necessitar (BUENO; PIMENTA III; LICASTRO, 2000). Um exemplo clássico seria o cadastro de um novo cliente, cujas informações são passadas pelo representante de vendas. Ao serem informados no sistema pelo responsável do cadastramento, estes dados devem ficar disponíveis para o setor financeiro a fim de que sejam tomadas as devidas precauções quanto ao crédito que este cliente tem na praça, e assim poder liberá-lo para o faturamento. Após esta etapa, o faturamento pode lançar o pedido no sistema, usando o cadastro já existente do cliente. Caso algum item do pedido não tenha estoque suficiente para ser atendido, gera-se uma ordem de produção, que pode disparar vários outros processos, como uma solicitação de compras de matérias-primas. No fim de todos os processos, aquele pedido inicial torna-se uma nota fiscal de venda, faturada em nome do cliente informado no inicio, tudo isso sem a necessidade de redigitar qualquer informação do cliente já cadastrado.

CARACTERÍSTICAS DE SISTEMAS ERP

Conforme Souza (2000) e Souza; Zwicker (2007), os sistemas ERP possuem seis características:
1) São pacotes comerciais: A idéia básica da utilização de pacotes comerciais é atacar dois dos grandes problemas verificados na construção de sistemas através dos métodos tradicionais: o não-cumprimento de prazos e o estouro em orçamentos. Diversas alternativas têm sido usadas para atacar esse problema tais como a evolução das metodologias de desenvolvimento, prototipação, a utilização de ferramentas CASE e as linguagens e metodologias orientadas a objeto que têm como objetivo permitir a reutilização de componentes de software.
2) São desenvolvidos a partir de modelos-padrão de processos: Assim como os demais pacotes comerciais, os sistemas ERP não são desenvolvidos para um cliente específico e procuram atender requisitos genéricos da maior quantidade possível de empresas, justamente para explorar o ganho de escala em seu desenvolvimento. Para que possam ser elaborados, é necessária a utilização de modelos de processo de negócio, os quais são obtidos através da experiência acumulada pelas empresas, ou então elaborados por empresas de consultoria e pesquisa. Os sistemas ERP disponibilizam um “catálogo” de processos empresariais que podem ser usados como referencial para o planejamento e mudança organizacional.
3) Integram os sistemas das diversas áreas da empresa: A integração pode ser definida como uma característica de sistemas de informação que consideram cada parte do sistema, servindo a um departamento específico da empresa, como parte de um único sistema empresarial, e não como uma série de sistemas isolados.
4) Utilizam um banco de dados corporativo: Entre as diversas maneiras de se desenvolver sistemas totalmente integrados está a utilização de um único banco de dados centralizado. Esse banco de dados é conhecido, também, como banco de dados corporativo.
5) Têm grande abrangência funcional: Uma diferença entre os sistemas ERP e os pacotes de software tradicionais é abrangência funcional daqueles, isto é, uma ampla gama de funções empresariais cobertas por estes aplicativos.
6) Requerem procedimentos de ajuste: Todo sistema ERP sofre algum tipo de adaptação para que possa atender a todos os requisitos da empresa.

TERMOS RELACIONADOS AOS SISTEMAS ERP

Souza (2000) e Souza; Zwicker (2007) apresentam ainda alguns termos relacionados os sistemas de ERP, os quais são: a funcionalidade, a divisão em módulos, a parametrização, a customização, a localização e a atualização.
1) Funcionalidade: é o conjunto total de funções embutidas em um sistema ERP, suas características e suas diferentes possibilidades de uso.
2) Módulos: são os menores conjuntos de funções que podem ser adquiridos e implementados separadamente em um sistema ERP. Tais conjuntos de funções correspondem a divisões departamentais de empresas (vendas, financeiro, produção, planejamento da produção, entre outros).
3) Parametrização: é o processo de adequação da funcionalidade de um sistema ERP a uma determinada empresa, através da definição dos valores de parâmetros já disponibilizados no próprio sistema.
4) Customização: é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adequar a uma determinada situação empresarial impossível de ser reproduzida através dos parâmetros já existentes. Os custos de manutenção crescem, pois muitas vezes os fornecedores não dão suporte para rotinas altamente customizadas.
5) Localização: é a adaptação (através de parametrizações ou customizações) de sistemas ERP desenvolvidos em outros países para a sua utilização na realidade local de um país (impostos, taxas, leis, procedimentos). Também é conhecido pelo termo “tropicalização” no Brasil.
6) Atualização: disponibilização dos aumentos nas funcionalidades e correções de problemas e erros.

CICLO DE VIDA DE SISTEMAS

Conforme concordam Souza (2000), Souza; Zwicker (2007) e Silva (2006), o ciclo de vida de sistemas são usados para representar as diversas etapas pelas quais passa um projeto de desenvolvimento e utilização de sistemas de informação. Nesse ciclo de vida estão inseridas as diversas etapas: levantamento de requisitos, definição de escopo do projeto, análise de alternativas, projeto do sistema, codificação, testes, conversão de dados e manutenção.
Dois modelos de ciclo de vida podem ser destacados, os quais são citados por Pressman (1995): o modelo clássico (também conhecido como modelo cascata ou waterfall), em que  as etapas são executadas em seqüência uma única vez para cada sistema, e o modelo de prototipação, no qual sucessivas repetições de todas as etapas vão refinando incrementalmente o produto final até que esteja pronto para ser implementado.
O ciclo de vida de um sistema também passa a idéia de uma sucessão de fases de crescimento, evolução e declínio, e que, ao final, deve-se descartar o sistema, pois se tornou obsoleto, e substituí-lo por outro.

CICLO DE VIDA DE PACOTES COMERCIAIS DE SOFTWARE

O ciclo de vida de pacotes comerciais não pode ser tratado como um desenvolvimento interno de aplicações, mas sim de uma aquisição de um pacote de sistema comercial desenvolvido externamente à empresa, e por ter características genéricas para atender diversas empresas, terá que sofrer adaptações durante a fase de implantação (SOUZA; 2000), (SOUZA; ZWICKER, 2007).

CICLO DE VIDA DE ERP

Sistemas ERP apresentam diferenças em seu ciclo de vida quando comparados aos sistemas tradicionais e este ciclo de vida pode ser dividido em três etapas distintas, conforme Souza (2000) e também Souza; Zwicker (2007):

Etapa de Decisão e Seleção
Ocorre uma única vez (um único sistema ERP deve ser escolhido para utilização de forma completa), e para isto a empresa deve levar em consideração os fatores envolvidos na utilização do ERP, fazendo uma análise das vantagens e desvantagens. Importantes tarefas desta etapa são:
a)      Decisão pela utilização de sistemas ERP: a empresa deve levar em conta o alto investimento e o longo período de retorno, por isso o fluxo de caixa nesse período deve ser positivo.
b)      Escolha do fornecedor: comparar alternativas, definir critérios e pesos nessa comparação são algumas ações propostas, assim como a contratação de uma empresa de consultoria para auxiliar durante a implantação.
c)      Planejamento da implementação: definição do líder de projeto, formação do comitê executivo, estruturação das equipes do projeto e a definição do plano geral de implementação fazem parte desta etapa.

Etapa de Implementação
É a segunda etapa do ciclo de vida do ERP (embora o termo seja usado para representar o ciclo completo).
Nesta etapa os módulos são colocados em funcionamento na empresa. É neste momento que são feitas as parametrizações e customizações necessárias, os dados iniciais são inseridos (normalmente via migração de outros sistemas), os processos de negócios são avaliados e remodelados para atender às necessidades do sistema (isto é feito normalmente via a consultoria contratada), equipamentos e softwares utilizados estejam instalados e configurados adequadamente, e também que os funcionários (operadores, supervisores, gerentes) recebam o treinamento necessário para usufruir dos benefícios propiciados pelo sistema. Importantíssimo também é a disponibilização do suporte para o auxilio na operação de qualquer módulo.

Etapa de Utilização
Nesta etapa começa-se a ter uma visão melhor do ERP como um todo, pois, durante a implementação, o esforço era concentrado em aderir o software à organização. Novos modos de usar a tecnologia disponibilizada começam a surgir.
O ciclo de vida de um pacote ERP é representado pela figura colocada na seqüencia.


Figura 1: Ciclo de Vidade um Pacote ERP
Fonte: Souza; Zwicker (2007)

EXPECTATIVAS DAS EMPRESAS

Quando se pensa em ERP, muitos empresários enxergam aí a solução de todos os seus problemas ligados à gestão de empresas, devido às expectativas de que o sistema impulsionará as atividades ligadas ao seu negócio da noite para o dia. As empresas esperam do ERP um pacote mágico que atinja todos os aspectos do negócio, o que corresponde a uma visão distorcida da realidade (BUENO; PIMENTA III; LICASTRO, 2000). Isto ocorre porque é dada uma maior atenção aos aspectos técnicos e financeiros (mensuráveis), deixando de lado os aspectos não técnicos, ligados à cultura e organização da empresa, conforme afirmam Alvarenga (2003), Bueno; Pimenta III; Licastro (2000) e Jesus; Oliveira (2007).

CONCLUSÃO

Para que as pequenas e médias empresas usufruam dos benefícios oferecidos por um ERP é preciso achar um meio-termo entre a simplificação dos processos de implantação, controle mais apurado nos custos do projeto, cronograma objetivo, e treinamento para os usuários-chave sobre os principais conceitos do sistema.
Os sistemas ERP exigem muito trabalho e dedicação dos profissionais envolvidos no processo de implantação, são mais complexos de operar e possuem custos mais elevados que pacotes comuns de software. Em contrapartida, são mais abrangentes, não possuem redundância de informações, integram os diversos setores da empresa, geram informações mais precisas e centralizam as informações em uma única base de dados.
Cabe agora às pequenas e médias empresas aceitarem o desafio e utilizarem uma ferramenta poderosa para a gestão de seus negócios, e também se tornarem mais competitivos no meio de um mercado tão exigente.


REFERÊNCIAS

ALVARENGA, M. L. F. Metodologia para verificação do sucesso na implantação de ERP (Enterprise Resource Planning) baseada nos fatores críticos de sucesso – Aplicação na indústria mineira. 2003. Disponível em: http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/10138.pdf. Acesso em 16 maio 2007.

BUENO, A. W. E.; PIMENTA III, D. M.; LICASTRO, F. Sistemas ERP: Requisitos, Desafios e Impactos da Implantação nas Empresas. 2000. Disponível em: http://www.fea.usp.br/ead457/docs/Sem2S99/ERP%20Implanta%C3%A7%C3%A3o.pdf. Acesso em: 16 maio 2007.

GUSKUMA, E. A. ERP: A Solução Final?. 1999. Disponível em: http://www.fea.usp.br/ead457/docs/Sem2S99/ArtigoERP.pdf. Acesso em 16 maio 2007.

JESUS, R. G.; OLIVEIRA, M. O. F. Implantação de sistemas ERP: Tecnologia e pessoas na implantação do SAP R/3. 2007. Disponível em: http://www.jistem.fea.usp.br/ojs/index.php/jistem/article/viewFile/65/65. Acesso em 10 set. 2007.

PRESSMAN, R. S.; Engenharia de Software. São Paulo: Pearson Makron Books, 1995.

SILVA, E. M. O. Impacto de Sistemas ERP no Desempenho Empresarial das Indústrias de Transformação da Região Metropolitana do Recife - RMR. 2006. Disponível em: http://www.unb.br/cca/pos-graduacao/mestrado/dissertacoes/mest_dissert_088.pdf. Acesso em 11 set. 2007.

SOUZA, C. A. Sistemas Integrados de Gestão Empresarial: Estudos de Casos de Implementação de Sistemas ERP. 2000. Disponível em: http://www.race.nuca.ie.ufrj.br/teses/usp/Souza.pdf. Acesso em 11 set. 2007.

SOUZA, C. A.; ZWICKER, R. Um modelo de ciclo de vida de sistemas ERP: Aspectos relacionados à sua seleção, implementação e utilização. 2007. Disponível em: http://www.ead.fea.usp.br/Semead/4semead/artigos/mqi/Souza_e_Zwicker.pdf. Acesso em 16 maio 2007.

SOBRE OS AUTORES
  • Oswaldo Ricardo da Rocha Junior: Bacharel do curso de Sistemas de Informação da Faculdade Dr. Francisco Maeda da Fundação Educacional de Ituverava/FE, e professor do curso de Técnico em Informática das ETECs Prof. Alcídio de Souza Prado (Orlândia/SP) e Ituverava (Ituverava/SP).
  • Rinaldo Macedo de Moraes: Professor Mestre da Faculdade Dr. Francisco Maeda da Fundação Educacional de Ituverava/FE.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

2001: é lançado o Windows XP

2001: é lançado o Windows XP
A Microsoft começou o desenvolvimento de um Gestor de Interface, mais tarde chamado de Microsoft Windows, em setembro de 1981. O Windows só começou a ser tecnicamente considerado como um Sistema Operacional a partir da versão Windows NT, lançada em Agosto de 1993 para atender o mercado coorporativo.
Antes disso, o já chamado Windows, era apenas um sistema gráfico executado sobre alguma versão dos sistemas compatíveis com DOS, como MS-DOS, PC-DOS ou DR-DOS. Vale lembrar que somente o MS-DOS era produzido pela própria Microsoft.
O primeiro Windows, versão 1.01 lançado em 20 de novembro de 1985, surgiu inicialmente como uma interface gráfica para MS-DOS, que permitiu a utilização do mouse, que até então era considerado supérfluo em computadores do tipo IBM-PC.
Depois desta primeira versão a Microsoft lançou várias outras, sendo a que começou a alcançar grande sucesso foi a 3.11, também conhecida como Windows for Workgroups. O Windows 3.11 chegou ao mercado mundial em 8 de Novembro de 1993 e era praticamente a revisão da versão anterior, o Windows for Workgropus 3.10, lançada em 28 de Outubro de 1992, que era praticamente o Windows 3.10 com suporte a rede, fax-modem e correio eletrônico.
Foi nesta época que fui apresentando pelo meu quase primo, o Dr. Galton Albuquerque, ao Windows 3.11. De lá para cá, muita coisa mudou, mas isto fica para outro momento.
Depois surgiu o Windows NT (27/07/1993) – o primeiro verdadeiramente SO, mais voltado ao mercado coorporativo, e o Windows 95 (24/08/1995), um novo Windows que apresentava pela primeira vez o “Menu Iniciar” e a “Barra de Tarefas”.
Em 25 de Junho de 1998 era lançado o Windows 98, que corrigia uma série de falhas de seu antecessor, e uma completa, até então, integração do Sistema Operacional com a internet. Introduziu o sistema de arquivos FAT 32 e o suporte ao USB (Universal Serial Bus).
Em 1999 veio o Windows 98 Segunda Edição, que visava corrigir os bugs de seu antecessor. Em seguida veio o Windows 2000, depois o malfadado Windows ME, e daí então a redenção da Microsoft, com o lançamento de seu sistema Windows XP.
O Windows XP é uma família de sistemas operacionais de 32 e 64-bits.
O nome XP deriva de eXPerience, experiência em inglês. O Windows XP é o primeiro sistema operacional para consumidores produzido pela Microsoft construído em nova arquitetura e kernel (Windows NT 5.1).
O Windows XP foi lançado no dia 25 de Outubro de 2001, e mais de 400 milhões de cópias estavam em uso em Janeiro de 2006.
Foi sucedido pelo malfadado Windows Vista, lançado para fabricantes no dia 8 de Novembro de 2006.
As vendas do XP cessaram no dia 30 de Junho de 2008, porém ainda era possível adquirir novas licenças com os desenvolvedores do sistema até 31 de Janeiro de 2009 ou comprando e instalando as edições Ultimate ou Business do Windows Vista e então realizando o downgrade para o Windows XP.
O fato é que até o final de Maio de 2009, o Windows XP era o sistema operacional mais utilizado no mundo com 61.54% de participação no mercado, tendo chegado a 85% em Dezembro de 2006. Muitas empresas ainda são reticentes em mudar de sistema operacional, visto que o XP atende quase todas suas necessidades.
O novo filho da família Windows, a sua versão 7, foi lançado em 22 de Outubro de 2009, e trilha um caminho de sucesso similar ao XP.
A Microsoft já anunciou para 2012 o lançamento do Windows 8.
A verdade é que, desde 1993 quando fui apresentado ao mundo Windows, eu e milhares de pessoas ao redor do mundo, não sabemos mais o que é viver sem um computador e acesso à internet.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Para ter continuidade operacional!


A informação é um recurso básico para as organizações operacionalizarem os seus negócios e atingirem os seus objetivos. Evidentemente para garantir a continuidade operacional em situações de problemas, crises e contingências precisam garantir a disponibilidade da informação. Enfim: continuidade operacional somente acontece com a continuidade do uso da informação. Mas, o que fazer para garantir esta disponibilidade da informação?

Primeiramente a organização, isto significa, os executivos que comandam a organização em nome dos acionistas, precisam querer ter esta continuidade. Esta não é uma questão de tecnologia da informação. É uma questão de lucratividade e sobrevivência do negócio e conseqüentemente da organização.

Mas do que querer ter esta disponibilidade, os executivos da organização precisam participar verdadeiramente do projeto que criará um processo de proteção da disponibilidade da informação. E participar não significa apenas assinar o cheque. Para algumas organizações, valor financeiro não é problema. Mas, participar significa decidir prioridades e ritmo do projeto de informação disponível.

Projetos desse tipo, apesar de alguns consultores alardearem que a segurança é um investimento, eu chamo um pouco diferente. Este tipo de projeto é um meta investimento. O valor deste projeto será um excelente investimento e baterá todos os valores previstos para o retorno sobre o investimento (ROI), caso alguma contingência aconteça. Se não acontecer foi um custo bem gasto que permitiu que a organização funcionasse sob um risco menor de indisponibilidade.

Caro que se quer a continuidade operacional de toda a organização considerando todas as situações. Porém, como projeto deve-se desenvolver essa proteção por fases. E a sugestão é que as primeiras etapas devem ser pragmáticas e devem considerar as situações mais realistas. Lembre-se sempre que o ótimo é inimigo do bom. Mas também lembre-se que esta frase não deve ser desculpa para não alcançarmos o ótimo.

Identificar as possíveis opções e definir uma que será implantada é fundamental. Depois de tudo isso é que o Documento do Plano de Continuidade deve ser escrito. Conheço várias organizações que primeiro escrevem o plano, e depois pensam nessas outras questões.

Por fim deve-se estabelecer requisitos para a realização dos testes, elaborar um planejamento de testes e definir um plano de manutenção para a documentação.

Outra questão: para fazer tudo isto um funcionário ou um profissional externo deve ser dedicado a este projeto. Não imagine que profissionais com tarefas do dia a dia (que são as que mais exigem), terão condições de dedicar corpo, mente e alma para um projeto de continuidade de negócio ou continuidade operacional.

Toda organização pode ter o seu plano de continuidade operacional. Pode e deve! Não é da noite para o dia, mas ao longo do tempo, no ritmo adequado para a organização, ela alcançará seu plano específico para as possíveis situações de indisponibilidade.

Planejar, fazer, rever e aprimorar. Uma regra antiga, mas ainda válida!


Edison Fontes, CISM, CISA  
Consultoria em Segurança da Informação


Fonte: IT Web

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Princípios básicos da manutenção de computadores e periféricos

Uma das tarefas mais comuns dos técnicos de informática é fazer manutenção em aparelhos e sistemas, ou seja, fazer alguma coisa voltar a funcionar tal qual o fazia anteriormente. Pode parecer coisa simples para os desavisados, mas na realidade a manutenção de equipamentos passa por fases bem distintas e precisa seguir à risca determinados conceitos para facilitar a execução do trabalho, de modo que o aparelho seja recolocado em funcionamento no menor prazo e pelo menor custo. É interessante entender estes conceitos para ir direta e precisamente no ponto a ser mexido – e em nenhum outro.

Mas como se faz isto? É aí que entra nossa teoria.

O técnico precisa partir da análise da situação como um todo até estar em condições de ir direta e precisamente no ponto que precisa ser mexido para sanar o problema. Mas qual é a seqüência que consideramos correta, e quais são os principais pontos a serem observados? É isto o que analisamos neste artigo, extraído da Revista PnP nº 9, que traz uma série de artigos sobre manutenção de computadores que consideramos indispensável a todos os que lidam nesta área.

A filosofia está por trás de todas as ciências, e a informática não é exceção. Antes de fazermos qualquer coisa deveríamos planejar, analisar a situação anterior, a atual e o aquela onde queremos chegar, ou seja, nosso objetivo. Para tanto é preciso pensar na filosofia da coisa ou, em termos práticos, vejamos algumas idéias que julgamos importantes para quem lida com manutenção de micros:

1 — Quando é que começa e acaba uma manutenção?

Muitos técnicos pensam que o conserto começa quando estão com o aparelho defeituoso na bancada, com a chave de fenda na mão e prontos para desmontar o “paciente”. Porém, a nosso ver, a manutenção começa no exato momento em que o técnico toma conhecimento do problema, nem que seja por telefone. Em outras palavras, desde o primeiro contato com o cliente o procedimento de manutenção já se iniciou. A partir de então cabe ao profissional tomar as providências de maneira correta, precisa e coordenada para chegar ao bom término do serviço. E como é este término? A situação ideal é que o aparelho fique funcionando, o cliente esteja contente e, claro, o técnico saia com seu pagamento no bolso, num valor justo e bom para todos.

2 — O equipamento já funcionou bem algum dia.

Este é um princípio básico da manutenção, valendo para qualquer tipo de equipamento. É preciso entender que um equipamento em manutenção é diferente de um aparelho novo, que está sendo posto em funcionamento pela primeira vez. Um exemplo: é muito comum, quando se monta um novo computador, que alguma peça tenha vindo de fábrica já com defeito ou que seja incompatível com outros componentes do sistema. Não significa que esteja defeituosa mas que, simplesmente, não funciona bem no conjunto ou são incompatíveis. Mas isto só acontece em micros novos. Deve-se ter sempre em mente que o computador que estamos consertando é usado e, portanto, JÁ FUNCIONOU BEM ALGUM DIA e cabe ao técnico de manutenção descobrir porque ele deixou de fazê-lo. Pode ser algum componente defeituoso, mau contato, programas mal instalados, softwares defeituosos, vírus ou dezenas de outros possíveis fatores, sendo esta a tarefa: descobrir o que interrompeu o perfeito funcionamento do equipamento.

3 — Determine exatamente qual é o problema

A maneira correta de se abordar um problema, por si só, já representa boa parte da solução do mesmo. Poderíamos também falar assim: “para resolver um problema é preciso primeiro saber qual é ele”. No caso de manutenção de micros é fundamental caracterizar bem o defeito. Pequenos detalhes podem dar pistas valiosas para chegar a um diagnóstico exato, preciso, que realmente resolva o problema e não algum sintoma por ele causado.

4 — Resolva o problema e não o sintoma

Cabe aqui o exemplo do médico: imagine que você está doente e vai procurá-lo. Descreve os sintomas que está sentindo, cabendo ao médico diagnosticar a causa do problema e buscar a cura para ela. De nada adianta receitar um remédio para dor de cabeça se o problema é causado, digamos, por uma sinusite, pois é preciso atacar a causa do problema e não o sintoma.

Voltando para a informática, podemos citar um caso real. Determinado cliente nos procurou reclamando que seu computador estava travando. Durante as verificações básicas, que mostramos a seguir, constatamos que o travamento ocorria quando o microprocessador passava dos 70ºC e que este defeito já havia sido detectado anteriormente por outro técnico o qual, na tentativa de remediar a situação, colocou uma ventoinha na traseira do gabinete. O problema foi resolvido momentaneamente, porém, com o forte calor do verão, mesmo esta solução chegou ao seu limite, levando o sistema ao colapso. Analisando o problema, chegamos à conclusão de que o processador não deveria atingir aquela temperatura. Revisando o sistema, notamos que uma das presilhas do cooler estava quebrada, com isto não havia um bom contato térmico entre o processador e o dissipador de calor, dificultando a transferência de calor entre ambos, mesmo estando tudo aparentemente certo. Com a substituição do cooler a temperatura voltou ao normal, dispensando inclusive a ventoinha adicional. Este é um pequeno exemplo prático: o primeiro técnico tratou somente do sintoma, não procurou a causa do problema.

5 — Utilize ferramentas adequadas

Quem lida com manutenção sabe que numa oficina entra uma grande variedade de aparelhos, de procedências diversas. Igualmente, variam muito as técnicas de montagem e desmontagem dos equipamentos e de seus componentes. Justamente por isto, as oficinas precisam ter um pequeno arsenal de ferramentas (vide o artigo “O que tem na mala do técnico”, na mesma edição da Revista PnP nº 9). Para fazer um serviço realmente profissional, sem avariar o aparelho e perdendo o menor tempo, o ideal é usar a ferramenta certa para cada operação. Por exemplo: se o aparelho exigir uma chave tipo torx ou philips não tente forçar com uma chave de fenda ou alicate, que vão fatalmente estragar a cabeça do parafuso e dar uma aparência amadora ao seu serviço, mesmo que este tenha sido tecnicamente bem feito.

6 — Tenha seu próprio ferramental

Digo sempre que o bom técnico deve investir em ferramentas, quer trabalhe por conta ou como funcionário. Procure adquirir a ferramenta adequada, mesmo que seja para um único aparelho que deu entrada na oficina. Uma vez com ela na bancada certamente vamos descobrir mais usos para a mesma e aumentar nossa produtividade.

Todo profissional deve manter e zelar pelas suas ferramentas e instrumentos de trabalho, afinal é com isso que ganha a vida. Sabemos muito bem que, principalmente para quem começa na carreira, é difícil fazer os investimentos necessários para ter o instrumental mínimo, porém é uma meta a ser alcançada. Este é um esforço que vai se pagar com juros ao longo de toda uma vida profissional. Tenha suas próprias ferramentas, de boa qualidade e bem conservadas. Não se envergonhe de ter ciúmes delas e de não querer emprestar para os outros. Cada um que cuide de suas próprias ferramentas!

7 — Faça aparecer o defeito ANTES de mexer no aparelho

Falamos disto também na Revista PnP nº 9, mas é importante citar aqui pois é um procedimento básico. Tem muito técnico por aí — geralmente os menos experientes — que, ao se deparar com um equipamento supostamente defeituoso, já vai logo desmontando, formatando o HD ou instalando algum programa.

Calma! Lembre-se das técnicas de primeiros socorros: é preciso primeiro estabilizar o acidentado ou enfermo, depois é que se vai tratar do problema. Quando se deparar com um equipamento defeituoso, antes de mais nada ligue-o e faça acontecer o defeito reclamado. Se você for logo mexendo em tudo não saberá se o defeito realmente foi reparado ou se, na verdade, ele nunca existiu.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Segurança nas eleições? Para a próxima!

Estamos a poucos dias onde cada brasileiro poderá utilizar a máquina que ajuda a construir o futuro: a urna eletrônica! Com razão e emoção cada brasileiro vai digitar uma série de números que desencadeará o mais nobre dos programas de computador: a contagem dos votos.

Sempre perto das eleições se retorna o tema da segurança das urnas. Surgem boatos bem exagerados sobre manipulações e grandes vulnerabilidades que a urna e os computadores podem ter. Exageros? Paranóias? Maldade? Ou falta de informação?

Não precisamos ficar paranóicos, mas também não podemos ser inocentes e esquecermos de que o processo eletrônico como qualquer atividade que congrega pessoas e máquinas pode sofrer erros e pode ser alvo de ações de má fé.

Para estas eleições, o que foi definido de controle já está valendo. O que precisamos é pensar a segurança, que deve melhorar cada dia, para as próximas eleições. Vejamos alguns conceitos e controles.

Em termos de Governança de Segurança da Informação:
a) Eleição é um projeto de Estado
O controle das eleições é um projeto do Estado brasileiro, não de governo. Seja qual for o governo que esteja no comando da nação, este deve se submeter ao controle das eleições.

b) Maior direcionador: integridade das informações.
Evidentemente a confidencialidade e disponibilidade são características da segurança da informação que queremos que sejam cumpridas. Mas, a integridade de cada informação é a característica mais importante. Nenhuma informação deve ser alterada do seu estado original e de verdade.

c) A eleição é um projeto prioritário e deve ter os recursos necessários
OS recursos para a execução do processo da eleição eletrônica é prioritário para o Estado brasileiro. Em termos de recursos financeiros e também em termos de prioridade de tempo.

d) Transparência
O processo da eleição eletrônica deve ser transparente e deve ser de conhecimento de todos os acionistas do Estado: cada cidadão. 

e) Atendimento a todos os atores do processo
O processo da eleição eletrônica deve atender de maneira igualitária todos os atores envolvidos: o eleitor, o candidato, a justiça eleitoral e outros órgãos envolvidos.


Em termos de Gestão da Segurança da Informação:

a) Programas utilizados
Os textos dos programas utilizados devem ser disponibilizados para os partidos seis meses antes das eleições e congelados nesta data. Qualquer nova alteração deverá ser comunicado à todos.

b) O processo
O processo das informações também deve ser de conhecimento dos partidos, para possibilitar controles paralelos.

c) As informações
Após a coleta dos votos, as informações devem ser disponibilizadas para todos inclusive permitindo uma contagem paralela.

d) Auditoria
Deve ser possível auditar um percentual de urnas, que deverão ter o voto impresso e jogado em uma cesta, possibilitando uma contagem manual para batimento com a contagem eletrônica.

e) Autenticação dos eleitores
Deve-se migrar para uma autenticação forte, tipo biometria para minimizar a possibilidade de falsa identidade.

f) Teste de vulnerabilidade
Deve ser permitido ser feito teste de descoberta de vulnerabilidades por especialistas indicados formalmente pelos partidos.

g) Responsáveis
Devem ser divulgados os nomes dos responsáveis pelo processamento e segurança de dados de cada eleição.

Entendo que estes controles de Governança e de Gestão são um bom roteiro para cada vez mais aprimorar nossa eleição eletrônica e o nosso processo democrático.

Boa eleição e que Deus nos oriente na escolha dos nossos governantes!

Edison Fontes, CISM, CISA  
Consultoria em Segurança da Informação


Fonte: BLOG - Edison Fontes

A verdade dói

A verdade dói – Arnaldo Jabor

“A inveja é o símbolo da incapacidade."

Brasileiro é um povo solidário.
Mentira. Brasileiro é babaca. 
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre.
Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias  em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador.
Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto.
Mentira. Já foi;  hoje é uma qualidade em baixa.
Se  você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora.
Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático.
Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso? Pense!
O famoso jeitinho brasileiro.
Em minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeão do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro!?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
Para finalizar tiro minha conclusão:

O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigos continuem fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Se a verdade doeu em você repasse, mude alguma coisa, faça a sua parte.